No passado dia 16 de dezembro, o Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves acolheu uma importante iniciativa de saúde pública: uma sessão de rastreio à Diabetes Tipo 1 (DT1), integrada no Projeto “O dedo que adivinha”, promovido pela Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), em parceria com a Unidade Local de Saúde de Amadora/Sintra, E.P.E.
O que é a Diabetes Tipo 1?
A Diabetes Tipo 1 é uma doença autoimune crónica que surge quando o sistema imunológico compromete o funcionamento das células pancreáticas responsáveis pela produção de insulina. Embora a sua causa não seja totalmente conhecida, existe um componente genético associado. O tratamento exige monitorização contínua da glicemia e administração de insulina injetável durante 24 horas, representando uma gestão complexa no quotidiano de crianças, adolescentes e suas famílias, com impacto direto na qualidade de vida.
A importância do rastreio precoce
O rastreio da DT1 baseia-se na pesquisa de autoanticorpos, que podem ser detetados anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas. Realizado através de um teste simples — uma picada no dedo e a recolha de uma gota de sangue — este procedimento permite identificar o risco em fase inicial e prevenir complicações graves associadas à descompensação metabólica no momento do diagnóstico.
A deteção precoce possibilita uma intervenção atempada e, num futuro próximo, permitirá o acesso a terapêuticas inovadoras que visam atrasar ou mesmo evitar o desenvolvimento da doença.
Balanço da iniciativa
A campanha de rastreio, destinada a crianças e adolescentes com idades entre os 3 e os 17 anos, foi desenvolvida em estreita colaboração com a Professora Sónia Gonçalves, Coordenadora do Projeto de Educação para a Saúde (PES) do Agrupamento. Os alunos demonstraram grande envolvimento e interesse, participando ativamente na recolha das amostras de sangue por profissionais de saúde qualificados.
Esta ação reforça o compromisso da comunidade escolar com a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o bem-estar integral dos jovens, consolidando o papel da escola enquanto espaço privilegiado de educação para a saúde.
A Coordenadora do PES,
Profª. Sónia Gonçalves